Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém… blá blá blá blá, (daqui uns dias cai de novo no mesmo erro)

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Lifehouse - Everything


Pensando bem, eu gosto mesmo de você.


Eu te amo? Eu repito todos os dias que não, e acredito que a essa altura do campeonato não amo mesmo. Mas é maior que isso, é mais uma dependência. Mas o amor é isso, não é? Depender se um sorriso, de um carinho, de um gesto, de uma atenção, de uma proteção. Mas continuo me contradizendo e acabo por dizer que amor é ainda mais, amor é saber levar o sentimento, o dia a dia sem isso, e ainda ter que lidar com o contrario disso, uma indiferença, um desprezo, um egoismo, um descaso mas ainda sim continuar ali, contrariada e acabada mas ali, imponente e sendo mais forte do que demonstra ser.
— (meufonedeouvido)

O amor chega em uma hora e eu ainda não consegui comer, escolher a roupa, arrumar minha franja, decidir se já posso amar. O amor chega em uma hora e vai quebrar meu gesso mas eu não decidi se os ossos já estão bons o suficiente. Mas ele vai chegar com trinta martelos e eu vou estar esperando, forte e decidida, pra receber a porrada. E o ar que vai entrar. E mais dor. E o ar que vai entrar. E quem sabe então alguma felicidade, já que fui corajosa. Quem sabe a felicidade seja a harmonia entre a dor e o ar que entram pelos poros que temos coragem de abrir? E quem sabe só o amor seja o martelo possível?Escrevo isso e choro. Porque quero tanto e não quero tanto. Porque se acabar morro. Porque se não acabar morro. Porque sempre levo um susto quando te vejo e me pergunto como é que fiquei todos esses anos sem te ver. Porque você me entedia e dai eu desvio o rosto um segundo e já não aguento de saudade. E descubro que não é tédio mas sim cansaço porque amar é uma maratona no sol e sem água. E ainda assim, é a única sombra e água fresca que existe. Mas e se no primeiro passo eu me quebrar inteira? E se eu forçar e acabar pra sempre sem conseguir andar de novo? Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações. Eu tenho medo da minha cabeça rolar, dos meus braços se desprenderem, do meu estômago sair pelos olhos. Eu tenho medo de deixar de ser filha, de deixar de ser amiga, de deixar de ser menina, de deixar de ser estranha, de deixar de ser sozinha, de deixar de ser triste, de deixar de ser cínica. Eu tenho muito medo de deixar de ser.Agora é menos de uma hora. Você vai chegar e automaticamente minha agenda de milhares de regras e horários e controles vai desaparecer. E eu vou ficar apavorada porque só o que eu tenho é o contorno mentiroso que eu dou para os meus dias. E você, porque me abraça e me dá outro desenho, é o vilão da minha vida programada. Você é o tufão de oxigênio que invade meu nariz mas, porque estou com tanto medo, mais parece falta de ar. Agora é menos de menos de uma hora. Preciso terminar esse texto. Mas eu tenho medo, sobretudo, de terminar esse texto. Sobre o que eu vou escrever se você for melhor do que esperar por você?

-Tati Bernardi-


A tristeza me fez repartir o calmante no meio. Tomar um. E tomar o outro. Porque nem calmante eu to suportando ver pela metade.
Tati Bernardi

Olha pra frente e traça o seu caminho, segue teus sonhos e alcance seus objetivos, porque eu te garanto, filho da puta nenhum merece suas lagrimas.
— (meufonedeouvido)

Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.


Meu refúgio é meu fone de ouvido.


Por mais que todas as terapias do mundo, todas as auto-ajudas do universo e todos os amigos experientes do planeta me digam que preciso definitivamente não precisar de você, minha alma grita aqui dentro que, por mais feliz que eu seja, a festa é sempre pela metade. É você quem eu sempre busco com minha gargalhada alta, com a minha perdição humana em festejar porque é preciso festejar, com a minha solidão cansada de se enganar!
Tati Bernardi (via segredosdeumpoeta)

O modo como você olhava pra trás quando saia, o beijo na testa, a mão na cintura, o modo como me olhava nos olhos, como sorria, como procurava minha mão. Eu vou sentir falta disso, eu sinto falta disso. O jeito como disse “eu te amo” pela primeira vez - eu lembro - e eu admito, não acreditei. A forma como disse das outras duas vezes, eu não vou esquecer. Eu não vou esquecer o modo como me deixava quando ia embora, com um sorriso bobo e o seu nome na minha cabeça. Eu só quero saber quando foi que isso foi de verdade, e quando foi que acabou. Porque eu ainda estou flutuando como quando você ia. Na verdade acho que agora eu estou caindo, e você não vai estar lá pra me segurar.

Mas, é que sei lá, eu odeio você. Odeio o modo como você me tem, mesmo sem fazer nada para isso. Não percebeu ainda? Odeio tudo o que vem de você. Todos os detalhes, até os pequenininhos. Odeio as suas manias que me irritam. Odeio quando você parece não ligar para o que eu sinto, para o que eu falo, para o que eu penso. Odeio quando você fala com outras pessoas, e fica dando mais atenção para elas. Eu fico achando que você me esqueceu, fico pensando em mil coisas. Odeio quando você sabe que me tem, e por isso fica confiante, achando que eu sempre estarei aqui. Odeio o seu jeito de achar que eu sou de ferro, que certas coisas não vão me machucar. Mas é inevitável, tem coisas que você diz, que acabam me machucando de certa forma, me magoam sem você saber, sem você perceber. Odeio quando eu sinto ciúmes de você, odeio saber que você pode estar falando a mesma coisa que diz pra mim, para outras pessoas. Odeio sentir essa insegurança de te perder para alguém melhor, de nunca ser o suficiente pra você, o quê você realmente precisa. Odeio saber que ás vezes sou só eu que me importo em não acabar com o que existe de ‘‘nós” dois. Odeio o seu jeito meio sem jeito, desligado, meio idiota. Odeio todos os seus defeitos, suas imperfeições, suas caras, suas manias. Odeio tudo, tudo, tudo em você. E odeio também quando você me faz sorrir, com suas palavras tão doces. Odeio quando você me dá ‘‘boa noite” e faz eu dormir sorrindo. Odeio as suas piadas sem graça que você me conta só pra me ver gargalhar. Odeio o seu jeito todo oposto do que eu gosto, mas que é isso o que me faz gostar de você. Odeio não saber o que fazer quando você não está comigo, odeio quando você saí, e me deixa triste apenas por me dar ‘‘tchau”. Odeio quando você diz que nós dois vamos casar, e me deixa sorrindo quando diz o quanto me ama. E eu odeio mais ainda o modo como eu estou te amando a cada dia.